Este é um blog dedicado ao estudo de temas do programa de biologia do 12º ano, onde poderão encontrar resumos da matéria.

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Somos genes recessivos vinculados ao cromossoma X..

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 13:31
A compreensão da forma como se herdam os genes localizados nos cromossomas sexuais é claramente aumentada quando se compreende o modo como se herda o sexo, isto é, porque razão nascem raparigas ou rapazes. As experiências realizadas por Thomas Morgan com a Drosophila Melanogaster contribuíram de uma forma irrefutável para consolidar a teoria cromossómica da hereditariedade revelando igualmente a ligação ao sexo de transmissão de determinados caracteres hereditários.
Na espécie humana, o sexo feminino (XX) ou masculino (XY) é determinado precisamente no momento de fecundação pela fusão dos cromossomas transportados pelos gâmetas. Os gâmetas femininos transportam unicamente o cromossoma X e, por isso, a mulheres é classificada de homogamética. Enquanto que, metade dos gâmetas masculinos transporta o cromossoma X e a outra metade transporta o cromossoma Y classificando deste modo o homem como um ser heterogamético. Assim, os genes presentes no cromossoma Y são transmitidos de pai para filho e os genes presentes no cromossoma X são transmitidos de pai para filha e de mãe para filho ou filha.
Quando um dado gene se encontra ligado ao cromossoma X, aparece no cromossoma X e não no cromossoma Y. A doença expressa pela presença desse gene, ou seja, resultante de um gene recessivo anormal ligado ao cromossoma X desenvolve-se geralmente em homens. Este facto, deve-se à presença no genótipo masculino de um só X. No caso da mulher, como possuem dois cromossomas X no seu genótipo, recebem um gene normal no segundo cromossoma X e, como este é dominante a doença acaba por não se manifestar.
Se o pai possuir um gene recessivo responsável pela doença no seu cromossoma X e a mãe possuir dois genes normais, todas as filhas presentes na sua descendência receberão um gene normal e outro anormal, tornando-se portadoras. Em contrapartida, nenhum dos filhos receberá o gene anormal. Se a mãe for a portadora da doença e o pai possuir o gene normal, cada filho homem terá 50% de probabilidades de receber o gene anormal da mãe assim como, cada filha possuirá 50% de probabilidades de receber um gene anormal e outro normal (portadoras) ou receber dois genes normais.

A hemofilia, o daltonismo e a própria diabetes são doenças relacionadas com o modo de transmissão em questão.









Património Genético

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 15:39



“Investigar a transmissão dos caracteres hereditários é compreender a forma como os genes passam, através dos gâmetas, dos pais para os filhos e de que forma se expressam”

Uma das questões que mais intrigam os investigadores na área das Ciências da vida é a de conhecer o modo como determinadas características, ditas hereditárias, passam de geração em geração e, sobretudo, porque se expressam de formas diversas à volta de um determinado padrão.
Tudo se passa como se cada indivíduo tivesse um “livro de instruções” que asseguram um determinado padrão. Esse “livro de instruções” é, como já se sabe, o património genético do indivíduo e corresponde ao seu genoma. De geração em geração e através dos gâmetas, esse património genético passa de pais para filhos.




Como se processa a herança genética?

As células eucarióticas apresentam no núcleo um conjunto de estruturas filamentosas constituídas por ADN e proteínas, designando-se cada uma delas por cromossoma. O número, forma e tamanho dos cromossomas variam consoante as espécies. O conjunto de cromossomas existentes no núcleo de cada uma das células somáticas dos indivíduos define o seu cariótipo e, este é típico de cada espécie.
Em regra, todos os indivíduos da mesma espécie apresentam um cariótipo idêntico, do qual resulta um conjunto de semelhanças que são comuns à espécie. No cariótipo humano apenas é possível distinguir os cromossomas que distinguem o sexo, cromossomas sexuais dos restantes cromossomas, os autossomas.
Na reprodução sexuada, as moléculas de ADN são transmitidas, através dos gâmetas, dos progenitores aos descendentes. Cada descendente recebe uma parte de moléculas de ADN do progenitor masculino (uma molécula de cada par de cromossomas) e uma parte correspondente do progenitor feminino. Como resultado da diversidade de lotes de cromossomas eu se podem formar aquando da formação dos gâmetas e ainda devido aos fenómenos de crossing-over que ocorrem durante a meiose, constituiu-se uma grande diversidade de gâmetas que se podem associar em todas as formas possíveis na fecundação. Por estas mesmas razões, os indivíduos da mesma espécie apresentam assim uma grande variabilidade.
Como os cromossomas de cada indivíduo formam pares, um de origem materna e outro de origem paterna, e cada um possui uma informação genética distinta, é lógico que existam, geralmente, dois genes distintos que condicionam a mesma característica no indivíduo. Contudo, a maior parte dos genes que os descendentes herdam não se manifesta. Esta é uma das leis fundamentais de vida e assim, importa então conhecer quais as regras que determinam a transmissão das características hereditárias.


Gónadas e Gametogênese

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 15:37


Aquando do nascimento de uma criança esta já possui um sistema genital morfologicamente diferenciado mas este só se torna funcional a partir da puberdade. Nesta fase as gónadas já estão maduras, produzindo assim os gâmetas.

Nos testículos e nos ovários ocorre a gametogénese (conjunto de fenómenos que leva á formação de gâmetas).
Nos testículo denomina-se espermatogénese , nos ovários oogénese ou ovogénese.

Sérgio Teixeira


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