Recorrendo à teoria cromossómica da here
ditariedade do cientista Walter Sutton e a estudos executados posteriormente por Morgan, surgiu na genética o conceito de que cada cromossoma de um ser humano é composto por uma sequência de genes que codificam várias características. Esta ideologia comprova-se pelo facto do número de cromossomas que constitui o cariótipo humano ser bastante reduzido em comparação ao número de características que cada indivíduo possui. Morgan concluiu que os genes que condicionam a cor do corpo da mosca e o tamanho das suas asas na sua forma “não selvagem”, corpo negro e asas vestigiais, estavam situados no mesmo cromossoma, embora em loci diferentes, sendo por isso transmitidos em conjunto, como se pode confirmar nos resultados do Cruzamento-teste. Deste modo, ele obteve a informação de que os genes ligados factorialmente se transmitem à descendência em conjunto, não ocorrendo a segregação independente postulada por Mendel. Este facto veio a revolucionar e a pôr em questão muitas das conclusões genéticas do monge pioneiro.
Mas, nem sempre os genes ligados factorialmente se comportam como uma unidade indissociável. Na maioria das vezes podem ocorrer separações e surgir nos gâmetas como se estivessem em cromossomas separados devido a fenómenos como o crossing-over ocorrido durante a meiose. Contudo, como os gâmetas que transportam os genes resultantes deste tipo de fenómenos são menos frequentes que aqueles que transportam o conjunto dos dois genes presentes no progenitor, a probabilidade da situação referida ocorrer é bastante reduzida.

