Este é um blog dedicado ao estudo de temas do programa de biologia do 12º ano, onde poderão encontrar resumos da matéria.

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A primeira papa...

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 01:22
O leite materno é um excelente e indispensável alimento para o bebé contendo todas as proteínas, açúcar, vitaminas, gordura e água que este tanto precisa. Todas estas substâncias são imprescindíveis no bom desenvolvimento do ser humano. E, segundo mesmo informações da UNICEF, mais de 1,5 milhões de crianças por todo o mundo morrem como causa da ausência do aleitamento materno.

As mudanças que ocorrem nas glândulas mamárias durante a gestação e a regulação da lactação evidenciam uma intervenção neuro-hormonal que ocorre no nosso organismo e, são o mecanismo que proporciona o sucesso deste processo tão complexo. Assim, durante a gravidez ocorrem transformações nas glândulas mamárias sob a influência de hormonas como os estrogénios e a progesterona no organismo da mulher. Nas glândulas mamárias, os inúmeros canais dispersos no tecido adiposo ramificam-se, os alvéolos contendo as células secretoras de leite desenvolvem-se e, também ocorre, paralelamente, o desenvolvimento de uma vasta rede de vasos sanguíneos e linfáticos. Todas estas alterações nesta estrutura do organismo humano ocorrem fundamentalmente e, em regra, durante o período de gestação. Contudo, a secreção de leite só se verifica após o nascimento do bebé.

Fundamentalmente, a produção de leite é controlada por uma hormona: a prolactina. Esta hormona é produzida pelo complexo hipotálamo-hipófise, mais concretamente na hipófise anterior. No entanto, o elevado teor de estrogénios e progesterona que existem durante a gestação inibem a secreção dessa hormona através de um mecanismo de retroacção negativa. Em suma, elevadores teores de estrogénios e progesterona inibem o hipotálamo, o que por sua vez irá também inibir a hipófise anterior de produzir a prolactina.
Depois de ocorrido o nascimento, com a consequente expulsão da placenta, verifica-se uma queda no teor de estrogénios e de progesterona. Esta diminuição de hormonas no organismo da mãe, induz o complexo hipotálamo-hipófise a deixar de exercer o mecanismo de retroacção negativa. Com a chegada de prolactina às glândulas mamárias estas iniciam a sua actividade secretora. As glândulas mamárias entram em actividade após o parto. Contudo, a sua secreção não se dá se não existirem estímulos de sucção por parte do bebé. A saída de leite pelos mamilos da mulher é assim, um efeito da sucção exercida pela boca da criança. Esta sucção desencadeia um mecanismo neuro-hormonal e como tal, inicia-se com o estímulo de terminações nervosas existentes na zona do mamilo e consequente condução dessa informação por nervos sensitivos até ao hipotálamo. Por sua vez, a recepção dessa informação desencadeará a actividade de neurónios hipotalâmicos produtores da oxitocina, a qual é libertada pela hipófise posterior. As células-alvo desta hormona, localizadas nas glândulas mamárias são então estimuladas, contraindo-se e proporcionando o fluxo de leite ao bebé.

Em suma, sabe-se que, a secreção do leite pelas glândulas mamárias é controlada por várias substâncias, entre as quais a prolactina produzida pela hipófise anterior, sendo o fluxo de leite activado pela oxitocina produzida pelo hipotálamo.


Durante uma primeira fase, cerca de 1 a 4 dias, as glândulas mamárias elaboram um líquido chamado colostro. Na sua constituição, o colostro possui pouca quantidade de glícidos e lipidos e mais quantidade em proteínas do que o leite. Como o colostro também é rico em células imunologicamente activas - anticorpos e proteínas protectoras, este funcionará como uma espécie de primeira vacina ao bebé. A criança será protegida de diversas infecções nas primeiras semanas de vida.


Contagem decrescente

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 16:58


Começou a contagem decrescente. Aproxima-se a ocasião pela qual o feto tanto esperou alcançar. O mais único e extraordinário momento da vida humana: o primeiro contacto com o meio exterior. A mãe tenta calcular a todo o custo o exacto momento em que pela primeira vez estará com o seu filho mas, estará longe de o saber. O momento em que o seu bebé estará pronto para abandonar o seu organismo torna-se uma incógnita e, apenas lhe resta esperar pelo aparecimento dos primeiros sinais.

Num dado momento, surgem as primeiras pistas daquilo que será o parto: a primeira contracção e o denominado rebentar das águas, mecanismo este desencadeado pela ruptura do saco amniótico. Ninguém sabe exactamente o que inicia o parto. Contudo, sabe-se que são os pulmões do bebé juntamente com a placenta que têm influência na data. Quando os pulmões estão prontos, segregam uma proteína para o líquido amniótico que altera a produção de hormonas da placenta. Desta forma, a placenta abranda a produção da progesterona e liberta uma nova hormona: a oxitocina. É a produção desta hormona a causa das contracções das paredes uterinas e assim o parto inicia-se. A oxitocina também inibe a memória e, de uma certa forma pode ter um papel relevante à mulher, ajudando esta a esquecer a dor do parto e a estabelecer uma ligação com o bebé. Durante a primeira fase do parto, a cabeça do bebe encaixa no fundo do útero e faz peso na cérvix – a barreira entre o útero e a vagina. E, a última coisa a passar pela cérvix foi um pequeno espermatozóide há 38 semanas atrás.

Resumidamente, passaremos a enumerar as fases que constituem este importante e emocionante processo de vida humana.

Pré-trabalho de parto - O assentamento da cabeça do feto na entrada pélvica é denominado apagamento. O apagamento pode dar-se em qualquer altura, desde poucas horas até várias semanas antes do nascimento, dependendo do número de vezes que a mulher já deu à luz.
Inicio do trabalho de parto – Nesta fase do trabalho de parto o útero sofre contracções irregulares que podem ser fracas ou fortes. A bolsa amniótica pode romper-se a qualquer momento durante estas contracções.
Fase da transição – Com a continuação do trabalho de parto, o colo do útero dilata-se permitindo ao feto entrar no canal pélvico.
Fase descendente – Num parto normal a cabeça emerge primeiro. Poderá nesta fase ser necessária a execução de uma incisão cirúrgica para alargar a abertura vaginal.
Parto – Uma vez saída a cabeça do feto, este é rodado para completar o parto.
Fase pós-parto – O cordão umbilical é cortado libertando o bebé da placenta assim como, as contracções fortes do útero empurram a placenta para fora do organismo da mulher.

Mafalda Vasconcelos

Desenvolvimento embrionário e desenvolvimento fetal

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 16:57

Entre a fecundação e o nascimento de uma criança decorrem cerca de 40 semanas. Durante esta fase, o ovo que possui dimensões de cerca de 0,015mm vai se transformando naquilo que virá a ser um novo organismo humano. Apesar dos fenómenos de desenvolvimento de um indivíduo decorrerem de uma contínua, pode-se resumir este processo em duas etapas básicas: o desenvolvimento embrionário e o desenvolvimento fetal. O que distingue estes dois estádios de desenvolvimento? Concretamente, o desenvolvimento embrionário corresponde ao desenvolvimento do novo ser vivo até cerca de oito semanas, ao fim das quais todos os órgãos estão já totalmente esboçados. Enquanto que, o desenvolvimento fetal corresponde ao desenvolvimento a partir dessa mesma oitava semana até ao nascimento do bebé. Este desenvolvimento corresponde a um aumento da complexidade e da maturação dos órgãos e ao crescimento do indivíduo.

A partir da visualização do documentário “Vida no Ventre”, foi possível retirar informações detalhadas acerca daquilo que acontece no decorrer deste desenvolvimento. Baseando-se em caso verídicos, este documentário conseguiu transmitir de forma brilhante e explicita o que é a formação de um ser humano dentro do ventre materno. Jovens grávidas acompanharam de perto e semana a semana o organismo que viria a ser a sua companhia para toda uma vida, o seu filho. E, até de uma forma emocionante, conseguimos descobrir passo a passo o comportamento do processo que é um dos mais belos espectáculos da vida humana: a gestação.

O que acontece nas primeiras 5 semanas?
• Após a fecundação a nossa pequena célula, o óvulo fertilizado, prossegue o seu trajecto caminhando pelas trompas de Falópio em direcção à segurança do útero;
• Cerca de um dia depois da fertilização o ovo divide-se pela primeira vez. É este fenómeno que irá assegurar a cada célula do novo organismo uma cópia perfeita de todo o seu esquema genético. Deste modo, os cromossomas reproduzem-se primeiro e, formando dois núcleos distintos dispersam-se dando origem a duas células cada uma delas com o seu próprio núcleo – mitoses sucessivas;
• Este processo de divisão continua à medida que o grupo de células desce as trompas de Falópio. E, após 4 ou 5 semanas a pequena estrutura agora chamada de blastocisto (estrutura com cerca de 0,2mm) multiplica-se aumentando a sua constituição até 100 células;
• O blastocisto começa agora a dividir-se em 2 conjuntos distintos. Resumidamente, as células localizadas mais exteriormente irão tornar-se a placenta e as mais interiores virão a ser o próprio embrião. Nesta altura, as células mais interiores são chamadas de células estaminais. As células estaminais têm a capacidade de se transformar num dos mais de 200 tipos diferentes de células. A Ectoderme que constitui estas células estaminais irá posteriormente dar origem ao sistema nervoso e aos órgãos sensoriais do bebé; a Mesoderme posteriormente originará a derme, o esqueleto e os seus músculos; assim como a Endoderme originará entre tantos constituintes o sistema respiratório do novo ser, o seu pâncreas e fígado;
• Após 7 dias o blastocisto chega ao fim das trompas de Falópio e alcança o útero. O local que virá a ser o seu refugio nos próximos 9 meses.


Toda a gestação humana é dividida em três trimestres distintos. Neste primeiro trimestre, o óvulo passa de um esquema genético para um bebé completamente formado. Durante a primeira semana, a estrutura das células do embrião do tamanho de uma cabeça de alfinete esticam-se para formar um longo tubo. A parte superior do tubo irá ser a cabeça e o resto de corpo ficará na outra extremidade. Embora a cabeça não pareça ainda uma cabeça com a forma humana, ao décimo quinto dia as células começarão a formar aquilo que será o cérebro e a espinha dorsal completamente exposta do nosso ser vivo.

Nestas primeiras semanas, dentro do corpo da mãe irá cria-se um lugar seguro para o bebé crescer, protegido do exterior, abrigado como que num casulo. Assim que a mãe fica grávida, o seu sistema passa por mudanças drásticas: o seu volume de sangue pode aumentar até 50% para garantir a procura extra de oxigénio deste pequeno individuo no seu útero. Assim que o embrião se fixa no núcleo irá começar a retirar da corrente sanguínea da mãe tudo o que necessita para crescer.

Um dos primeiros órgãos a formar-se é o coração, até então o coração tinha sido um grupo adormecido de células musculares. Mas após 22 dias, ele começa a bater. Uma célula contrai-se espontaneamente desencadeando as células vizinhas que iniciam uma reacção em cadeia até todas as células do coração estarem a bater. Mais tarde, quando o sistema nervoso estiver mais desenvolvido, o cérebro ira controlar cuidadosamente o ritmo das contracções mantendo o coração a bombear regularmente ate ao fim de vida do organismo. Em apenas três semanas o embrião formou o início do sistema nervoso e um coração capaz de bombear nutrientes para o resto do seu pequeno corpo.

Após 4 semanas o embrião está do tamanho de um feijão e cresce cerca de 1 mm por dia. Pontos negros na cabeça são os seus futuros olhos. O coração em miniatura com apenas uma câmara bate 80 vezes por minuto tornando-se mais rápido a cada dia que passa. Possui umas saliências no corpo que irão ser os braços e as pernas e placas de tecido crescem a partir de 4 lados compõe a cara. Após 30 dias até um perito teria dificuldade em dizer só pelo olhar se este embrião vai ser um humano, um porco ou um macaco. Pois, apenas 1,5 % dos nossos genes nos tornam humanos. Nós temos em comum 98,5% do ADN com os chimpanzés. ¾ com os cães e metade com as moscas. Nas próximas semanas o embrião continuará a crescer de acordo com o seu próprio esquema genético interno e tornar-se-á mais um potencial humano.



O que acontece à 6 e 7 semana?
O feto tem agora seis semanas e tem cerca de 2 cm de comprimento.
Inicia-se a transformação mais dramática de toda a gravidez, acontece entre as
seis e as onze semanas, com o feto a passar por uma metamorfose e tornando-se 5 vezes maior no espaço de cinco semanas. Os olhos são agora estruturas vítreas e cegas separados um do outro. A própria cabeça é enorme comparada cm o resto do corpo. Ate ao nascimento a cabeça terá ¼ do tamanho total do corpo do bebé. O resto do corpo irá se desenvolvendo até à adolescência.

O que acontece à 8ª semana?
Após 8 semanas, o embrião apresenta semelhanças com um pequeno humano tornando-se um feto (que em latim significa descendente). Ele atingiu um ponto importante. Até agora o embrião estava dependente dos nutrientes que podia extrair através do saco vitelino, um balão flutuante ligado à base do cordão umbilical. Assim, o trabalho crucial de alimentar e formar o feto passa a ser inteiramente da responsabilidade da placenta, um balão em forma de fígado localizado no final do cordão umbilical embutido nas paredes do útero.
Outros órgãos, como os intestinos e o pâncreas começam a desenvolver-se.

A placenta é o sistema de suporte da vida durante o tempo que passará no ventre. É uma rede de veias sanguíneas muito finas com ligação às paredes do útero. Tal como as raízes de uma árvore extraem os nutrientes do solo a placenta extrai tudo o que o feito necessita da corrente sanguínea da mãe. Alimento, oxigénio e água directamente par ao sangue do feto. O sangue enriquecido pela dieta da mãe viaja então pelo cordão umbilical até às artérias do feto.

O que acontece da 8ª à 9ª semana?
Passou-se uma semana e o sistema nervoso começa a desenvolver ligações por todo o corpo. Nesta fase, o sistema nervoso gera em média 2,5 milhões de neurónios por cada minuto dos 9 meses que o bebé passa no ventre. Até agora, o feto não apresentava movimento mas agora, cerca de nove semanas depois, o seu corpo começa a mexer-se. O movimento tem um papel crucial nesta fase do desenvolvimento fetal pois, estimula o crescimento dos músculos e fortalece as articulações. Contudo, estes movimentos e até mesmo o coração do feto ainda não conseguem ser controlados pelo cérebro. O coração bate agora a sua velocidade máxima, umas frenéticas 157 batidas por minuto.

O que acontece da 9ª à 10ª semana?
O feto tem dez semanas e até agora tem estado escondido do mundo. Contudo, a mãe está próxima de deslumbrar pela primeira vez através das mais avançadas tecnologias o seu bebé. Habitualmente uma grávida irá à sua primeira ecografia nesta altura. As ecografias ultra-som têm revolucionado os nossos conhecimentos do feto e também dos cuidados para com as grávidas. Esta primeira ecografia é também uma oportunidade de estabelecer a idade do bebé com mais exactidão baseado no seu tamanho e não na data da última menstruação. A ecografia mostra também características precoces e um diagnóstico que poderá apontar para anomalias genéticas. Os obstetras podem observar directamente como o feto cresce, como se comporta, como reage a estímulos, como os seus reflexos o ajudam a preparar-se para o nascimento e para a sua própria sobrevivência fora do ventre.

O que acontece da 11ª à 12ª semana?
Apesar do nosso bebe ainda não ser capaz de caminhar, as bases para os seus primeiros passos estão lá desde as suas 11 semanas de gravidez. Por esta altura, há tanto espaço no útero que o feto salta e pula utilizando-se das paredes deste. A capacidade de andar é uma capacidade muito importante para sobreviver e quanto mais o feto se move, mais fortes serão os seus reflexos. Na décima primeira semana todos os elementos de um bebé humano estão formados e este tem apenas 7 cm de comprimento.

O que acontece da 12ª à 16ª semana?
Após 4 meses, o feto terá ate 14 cm de comprimento. O sistema nervoso está activo e a trabalhar e os seus movimentos continuam cada vez mais a ser controlados pelo cérebro. Os músculos tornam-se cada vez mais flexíveis, os dedos das mãos e dos pés estão agora estão separados e definidos e os ossos mais duros. Os olhos estão agora mais juntos possibilitando ao feto um aspecto mais semelhante a um humano. O obstetra consegue agora ouvir o batimento cardíaco do nosso bebé. O bebe começa agora tornar-se sensível ao mundo das sensações e ao toque, aumentando a sua capacidade de responder a estímulos. Após as 16 semanas de gestação, o feto faz muitos movimentos complexos. Consegue curvar-se, flectir-se e mexer os dedos, as mãos, os pulsos, os joelhos e os dedos dos pés e começa agora a desenvolver a percepção do espaço à sua volta. Esta percepção mental e inconsciente do espaço irá ajudar o bebé a interagir com o ambiente. Este controlo que qualquer ser humano possui é algo que desenvolvemos desde que estamos no ventre.

O que acontece da 18ª à 24ª semana?
Após cerca de 18 semanas, o sistema digestivo do feto começa a funcionar. O bebé mesmo não possuindo qualquer necessidade de comer começa a explorar os reflexos da sua boca iniciando uma procura irreal pelo alimento. Por volta desta altura a mãe poderá se aperceber pela primeira vez dos movimentos de crescimento do seu bebé. Apesar de o feto estar activo à já algum tempo só agora é que os seus movimentos são suficientemente fortes para serem perceptíveis. O bebé tem agora 18 cm de comprimento e revelam-se pormenores incríveis: tem já as suas impressões digitais.
Após 6 meses de gravidez, no final do segundo trimestre, o feto está completamente formado. O seu organismo tem todos os constituintes apenas, num estado mais pequeno e imaturo. Na próxima fase ele vai embarcar num dos maiores e mais dramáticos desafios dos seus 9 meses no ventre: o desenvolvimento dos sentidos.


O que acontece na 26ª semana?
A partir da vigésima sexta semana os bebés 90% do tempo a dormir e quando dormem nada os acorda. Nos restantes 10% do tempo estão acordados e alertas, prontos para o que possa acontecer a seguir. Durante este trimestre o feto ira engolir cerca de meio litro de líquido amniótico por dia. Auxiliando o equilíbrio de líquidos no ventre e o seu sistema digestivo a desenvolver-se apropriadamente. Para além do desenvolvimento dos seus reflexos de engolir este inicia também o reflexo de chuchar. Qualquer coisa semelhante a um mamilo perto da sua boca desencadeará este seu importante reflexo. E à medida que o terceiro trimestre decorre em direcção ao nascimento ele irá triplicar o seu tamanho e dobrar o seu comprimento. O cérebro e o sistema nervoso irão continuar no seu desenvolvimento dramático e, o feto criará a sua primeira memória.
Na 26ª semana já é possível ouvir o batimento cardíaco do bebé ao colocar o ouvido no abdómen da mãe. (foto de uma barriga)


O que acontece da 28ª à 33ª semana?
Um facto único é que, mesmo tendo uma experiência de vida tão pequena, existem estudos científicos que comprovam que nesta fase da gestação o nosso bebé poderá sonhar pela primeira vez. Mas porque será? Na idade adulta os sonhos desempenham um papel vital nos acontecimentos à nossa volta e no desenvolvimento das estratégias para lidar com o mundo. No entanto, os sonhos de um feto apesar de simples, podem ser cruciais para o crescimento e desenvolvimento do cérebro.
Em apenas 8 meses, o cérebro desenvolveu aproximadamente 100 mil milhões de neurónios com 100 triliões de ligações. O cérebro e a cabeça do nosso bebé atingem o tamanho máximo no nosso bebé sendo agora capaz de passar pela pélvis da mãe.


Mafalda Vasconcelos

Sistema reprodutor feminina e oogênese

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 16:34
Estrutura/Função dos Ovários

Os ovários são glândulas que tem como função a produção de hormonas femininas e de gâmetas (células reprodutoras femininas). As mulheres têm dois ovários, um de cada lado da pelve, isto é, perto dos ossos da bacia, ligados pelas trompas de Falópio, de forma ovóide pesando algumas dezenas de gramas . A sua função é produzir estrogénio que influencia o ciclo menstrual da mulher e produzir e armazenar óvulos. Os óvulos são libertados dos ovários a cada ciclo menstrual e encaminham-se para o útero através das trompas. Quando o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, forma-se um embrião que se fixa na parede interna do útero (endométrio) e se desenvolve até se tornar num bebé.


Oogénese e evolução dos folículos ováricos Oogénese/Ovogénese

Consiste na formação de gâmetas femininos, os óvulos. Este processo decorre em 3 fases:


Multiplicação -
As oogónias (46, XX) dividem-se mitoticamente;
Crescimento -
As oogónias aumentam de volume originando os oócitos I, estes iniciam a 1ª divisão meiotica, que se enterrompe em profase I;
Maturação -
O oócito I, que se encontrava em profase I, recomeça a divisão meiotica, originando 2 células haplóides, os oócitos II.

Evolução dos folículos
O folículo tem a sua longa e complexa vida, que passa por três fases principais de desenvolvimento, inicialmente, estão todas guardadas nos ovários, em absoluto repouso. Nessa fase inicial, são denominados folículos primários. Cada folículo constitui-se de uma única célula central, imatura (o oócito) , cercada por uma fina camada de células achatadas. Esse repouso dura anos. Por volta dos 9 anos, idade em que se inicia o período que prepara a puberdade, os folículos primários começam a dirigir-se lentamente para a superfície dos ovários. Na puberdade, por volta dos 11 aos 13 anos, entram um a um em processo de amadurecimento, em cada ciclo menstrual. Começa então a segunda fase da vida do folículo. A camada celular que envolve o oócito diferencia-se em duas: uma camada interna, granulosa e outra externa, chamada teca. A partir desse momento, o folículo começa a aumentar de volume na superfície do ovário. Paralelamente, o oócito desenvolve-se e transforma-se no óvulo. Ao mesmo tempo, entre as membranas das células da camada granulosa, formam-se pequenos espaços, onde há uma acumulação de um líquido. Pouco a pouco, Esses espaços juntam-se e forma-se uma cavidade. O líquido dessa cavidade, claro e transparente, contém grande quantidade de estrógeneo. Por isso o estrógeneo era antigamente conhecido como foliculina. Em cada ciclo menstrual, apenas um dos inúmeros folículos dos ovários amadurece. Ao atingir o desenvolvimento máximo, na terceira fase de evolução, recebe o nome de folículo maduro, ou de Graaf: a fruta madura está pronta para soltar a semente. O folículo sobressai na superfície externa do ovário, como um bago de uva. É o momento da ovulação, fase principal do processo. A porção mais saliente do folículo, por fora do ovário, rompe-se: o óvulo e parte do líquido folicular "caem" na cavidade abdominal. No local da ruptura ocorre uma pequena hemorragia. A parede do folículo retrai-se: a "uva" murcha e se transforma num saquinho flácido e enrugado, coma uma uva-passa. Após a ovulação, as células do folículo multiplicam-se e transformam-se nas grandes células luteínicas. E os restos do folículo transformam-se assim no corpo amarelo, ou lúteo. Esse novo corpo produz, além do estrógeneo, também a progesterona. A nova hormona, lançada no organismo, inibe a secreção das hormonas que provocaram a ovulação; não pode haver outra, enquanto a progesterona estiver agindo. Por isso, apenas um óvulo é liberado de cada vez. É o fim do processo. Uma pequena cicatriz forma-se na parede do ovário, no ponto em que saiu o óvulo. Se a semente lançada no organismo for fecundada, o corpo lúteo continuará a produzir estrógeno e progesterona, o que impedirá uma nova ovulação durante a gravidez. Mas se não houver fecundação, o trabalho do corpo lúteo regridirá, a partir do 8.° dia após a ovulação. Isso ocasionará uma parada na produção das hormonas ováricas. Em consequência, ocorrerá a menstruação após cada ovulação.



Sérgio Teixeira

Gónadas e Gametogênese

Publicada por Eu, tu e a Biologia On 15:37


Aquando do nascimento de uma criança esta já possui um sistema genital morfologicamente diferenciado mas este só se torna funcional a partir da puberdade. Nesta fase as gónadas já estão maduras, produzindo assim os gâmetas.

Nos testículos e nos ovários ocorre a gametogénese (conjunto de fenómenos que leva á formação de gâmetas).
Nos testículo denomina-se espermatogénese , nos ovários oogénese ou ovogénese.

Sérgio Teixeira


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